Contratos entre os diferentes setores

O que reúne todas as relações contratuais em um só lugar é a plataforma técnica, local de concentração de investimentos financeiros e tecnológicos, local de intervenção dos praticantes, local simbólico também pela natureza das atividades ali realizadas. Os contratos estão, portanto, vinculados à plataforma técnica (centros operatórios, leitos e locais de internação).

Os principais contratos dizem respeito aos direitos de utilização das capacidades de produção do estabelecimento: o volume de camas a que o médico tem acesso ao entrar na clínica está expressamente incluído nos contratos de trabalho dos médicos porque define implicitamente um nível de atividade (e, portanto, uma renda).

Da mesma forma, o acesso às salas de operação é muitas vezes objeto de negociação para os cirurgiões. A plataforma técnica materializa as relações estabelecidas entre os operadores profissionais (o mandatário) e a gestão da clínica médica (cliente).

Possibilita também compreender a relação de agenciamento que caracteriza a relação entre os proprietários da clínica e os gestores desta última como troca do direito de usufruto das autorizações de atividade e equipamentos outorgadas pela Agência.

A arquitetura organizacional da clínica privada assenta assim numa montagem, por vezes complexa e evolutiva, sempre singular e local, de uma função operacional e de uma função imobiliária, ambas baseadas em duas empresas juridicamente independentes.

As propriedades dessas duas empresas podem ser separadas ou detidas pelas mesmas pessoas. Na origem das clínicas, o capital era propriedade dos próprios médicos que atuavam dentro dos estabelecimentos. Mas a aposentadoria dos fundadores levou a uma reviravolta completa e radical na geografia da capital. Teste ergométrico de Esteira

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